Preocupação das empresas americanas nas possíveis retaliações de Pequim

Fonte Da Redação 21/05/2019 às h

Preocupação das empresas americanas nas possíveis retaliações de Pequim

 

Na sequência do decreto presidencial de Donald Trump de proibição da aquisição de equipamentos da Huawei, várias entidades tem demonstrando preocupação nas consequências negativas para as empresas tecnológicas americanas presentes na China.

Tim Bajarin, analista para a Creative Strategies Inc., afirmou ao Business Insider que este confronto diplomático e económico poderá ter consequências graves para as empresas tecnológicas representadas na China, como por exemplo para a Apple. A mesma preocupação é partilhada por Dan Ives, da Wedbush. Para Dan, a Apple é um alvo demasiado evidente e fácil para as autoridades de Pequim, caso estas queiram retaliar nas empresas americanas.

Estas preocupações surgem no meio de um clima de conflito entre Washington e Pequim, que se vem a arrastar faz algum tempo. Mais em particular estão as acusações de Washington de espionagem por parte da Huawei. Estas acusações não foram até ao momento comprovadas de forma inconfundível com provas substanciais.

Em causa poderá estar sim a tentativa de as autoridades norte-americanas tentarem impedir o controle, por parte das entidades chinesas, das novas redes 5G, rede esta que traria uma vantagem sobre as restantes, e que permitiria o desenvolvimento de veículos autónomos bem como de técnicas para a realização de à distancia cirurgias por controlo remoto. Estas preocupações são também partilhadas por alguns países da união europeia, que receiam interferências externas no desenvolvimento das redes 5 e 5G.

Segundo o decreto, o Departamento do Comercio está autorizado a impedir qualquer negócio que envolvam empresas tecnológicas estrangeiras que a Casa Branca suspeita que possam explorar fragilidades as infraestruturas e serviços de comunicação e informação dos Estados Unidos da América, com o objetivo de espionagem ou sabotagem. O departamento tem um prazo estipulado de 150 dias para implementar a medida.

A reação das autoridades chinesas não se fez esperar, afirmando que esta medida é um abuso de poder das autoridades norte-americanas e que violam as regras do mercado livre, e que tem apenas como objetivo impedir o investimento e ganho de cotação de mercado de empresas chinesas nos Estados Unidos, em  afirmações proferidas pelo porta-voz da diplomacia chinesa Geng Shuang.

Contudo, agora os receios são que as autoridades chinesas passem para alem das palavras e passem aos atos. Na justificação, poderão também estar argumentos de segurança nacional, seguindo o exemplo americano, mesmo que sejam falsos. Segundo Tim Bajarin, as empresas mais prováveis de serem alvo da retaliação seriam empresas com nome e bem estabelecidas, como a referida Apple.

Este decreto polémico surge no meio de uma guerra comercial e diplomática entre os dois países. Por exemplo, ainda na sexta feira (dia 10), as autoridades de Washington começaram com a aplicação do novo aumento sobre as taxas alfandegueiras nos bens importados do mercado chinês. Este aumento corresponderá a mais 200 mil milhões de dólares, o que corresponde a mais de 800 biliões de reais, ou cerca de 178 mil milhões de euros. Em resposta, Pequim fez também saber que aumentaria as taxas aduaneiras sobre os bens importados dos Estados Unidos avaliados em 60 mil milhões de dólares.

Da Redação
Fonte Da Redação 21/05/2019 ás h

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